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Biodiversidade e Sustentabilidade

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No dia 15 de abril de 2010, a Dra. Mônica Simons participou do Ciclo de Conferências "Religião em Debate" com a palestra: Biodiversidade e Sustentabilidade, cuja síntese vem a seguir.

Biodiversidade e Sustentabilidade

"Que a terra produza seres vivos conforme a espécie de cada um (...)" Gen 1:24

Em 20 de dezembro de 2006, a Assembléia Geral das Nações Unidas que instituiu o Ano Internacional da Biodiversidade determinou que fosse comemorado em 2010 de maneira global e inter setorial, por todas as instancias e segmentos da organização social das nações, em todos os seus níveis de organização.
Reconhecida há 20 anos, em 1972, pela Convenção sobre a Biodiversidade, as áreas focais foram voltadas especialmente para proteção dos componentes da biodiversidade, a manutenção dos seus bens de serviço para a sustentação do bem-estar humano, a proteção do conhecimento e práticas tradicionais e a repartição justa e equilibrada dos benefícios derivados de recursos genéticos.
Enquanto bem público global, a biodiversidade em todas as suas vitais e importantes formas de manifestação, vem sofrendo cada vez mais a pressão das ações do homem, principalmente a partir da 2ª metade do século passado, em virtude do modelo econômico vigente, predatório e excludente em essência.  
Foi a  preocupação com a perda da biodiversidade, e a sua reconhecida importância para a sustentação da teia da vida no planeta o que levou a criação, em 1992, da Convenção sobre Diversidade Biológica, consolidando-se assim um tratado global de compromisso legal, pautado em três objetivos básicos e complementares:a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos seus componentes, e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios advindos da utilização de recursos genéticos. Em virtude do grau de participação de todos os países signatários, isto  pode ser entendido como um sinal da gradativa sensibilização das comunidades para a necessidade de trabalhar  de forma interativa e cooperativa para garantir a sobrevivência da vida na Terra, com dignidade e direitos equitativos para todos.
Analisando algumas das metas para 2010, tais  como: Redução da taxa de perda da biodiversidade; promoção do uso sustentável da biodiversidade; combater e mitigar ou minimizar os principais impactos à biodiversidade pela mudanças climáticas, poluição; desmatamento; transformação de habitats; proteção do conhecimento tradicional, suas práticas e inovações; dentre outros; vemos a necessidade de que cada vez mais, todos nos sintamos co-responsáveis na busca de práticas sustentáveis, envolvendo as esferas social, ambiental e econômica, permeadas pelo sagrado.

"Javé Deus tomou o homem e o colocou no Jardim do Éden, para que o cultivasse e o guardasse" Gen 2:15

Ou seja, todos devemos assumir o compromisso de sermos críticos e disciplinados com relação as escolhas, crenças e valores que norteiam nossa ações para minimizar ao máximo o impacto produzido pela nossa condição de habitantes de um planeta, entendido como um grande e dinâmico ser vivo. É urgente que saibamos desenvolver uma “visão sistêmica” que nos permita entender que o todo não se resume a soma das partes, mas a inter-relação de cada parte que, por sua vez, é um todo em si mesma!
Silenciemos reverentes e sejamos gratos pelo don da vida e pelo presente da biodiversidade.

Ciclo de Conferências "Religião em Debate" reflete sobre Fé e Política.

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No dia 18 de março houve a primeira palestra do Ciclo de Conferências “Religião em Debate” deste ano, levantando a questão “Fé e Política diante do processo eleitoral”. A professora Carmem Cecília apresentou a questão a partir do momento histórico que vivemos no âmbito político, onde o combate à corrupção vem tomando novos rumos.
Na história do Brasil, a corrupção foi se institucionalizando pelo processo de exploração a que foi submetido desde o descobrimento, aliado ao favorecimento das elites locais e também de Portugal e Inglaterra que exerciam o domínio sobre esta terra. O que favorecia a impunidade, uma vez que o judiciário estava a serviço do poder dominante.
Em mais de quinhentos anos de história, não se conseguiu mudar muito essa situação, uma vez que não há vontade política para tanto. Os sinais disso são visíveis:
•    Sinal de impunidade – judiciário lento, corrupto, sem transparência, a serviço da elite.
•    Sinal de ausência de participação - sociedade tem que dizer ao sistema - corrupção é crime e não pode ficar impune.
•    Sinal de falta de transparência no exercício da coisa pública.
A corrupção é crime e tem que ser punida. Ela dilapida o patrimônio de uma nação: o patrimônio ético, humano e moral. A sociedade ainda não assimilou o princípio de que corrupção é crime e não pode ficar impune. Não faz parte de nossa cultura exigir vigorosamente a punição de corruptos e corruptores. E isso tem que mudar.
Para tal empreitada é preciso ter metas conscientes. É possível controlar a corrupção, não é possível eliminar a corrupção. O processo eleitoral é mãe e pai de toda a corrupção, e s e a corrupção anda solta é por que a impunidade predomina.
A luta contra a corrupção supõe educação política, soberania. O artigo primeiro da CF/88 diz que somos os detentores do poder.  A sociedade precisa querer acabar com a corrupção. E essa vontade se manifesta na:
•    Denúncia e superação do modelo sócio - político – econômico.  (Ver CF 2010)
•    Denúncia da injustiça e da impunidade
•    Institucionalização da participação popular. Fazer acontecer o artigo 182 da CF/88, já introduzido no Estatuto da Cidade. Em todas as esferas de governo.
•    Institucionalização do acesso às informações. Acesso à informação é direito humano. Acompanhar projeto a ser apresentado no Congresso.
•    Institucionalização de regras que permitam a punição rápida de corruptos e corruptores.
•    Reforma política com participação popular
Há possibilidades de atuação imediata, e entre elas:
Coleta de assinaturas em apoio à Campanha Ficha Limpa, projeto de lei 518/09, envio imediato para Brasília, pressão sobre os líderes dos partidos no Congresso Nacional. Endereços:  www.mcce.org.br  ou   http://campanhafichalimpasp.blogspot.com
Maiores informações sobre outras possibilidades com Caci: caciamaral@ig.com.br
Texto da Palestra poderá ser obitido com Maria Aparecida: coordextensao@claretiano-sp.com.br

Palestra sobre "As perspectivas da Luta pelos Direitos Humanos no Brasil"

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O ministro dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanuchi, visitou as Faculdades Claretianas no dia 18/12/09, onde proferiu palestra sobre “As perspectivas da Luta pelos Direitos Humanos no Brasil”. O ministro foi presença significativa na conclusão do Curso de Introdução aos Direitos Humanos. Na ocasião os concluintes receberam os certificados do próprio ministro. Estivem também presentes alunos do Curso de pós-graduação em Pedagogia de Direitos e e Transformação Social  e, representantes de inúmeras entidades de diferentes Igrejas que lutam pelos Direitos Humanos. Foi um momento extremamente significativo da defesa de todas as formas de vida.

08/10/2009 - Religião e Novos Paradigmas - Pe. Roberto Duarte Rosalino

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O Ciclo de Conferências Religião em Debate trouxe em outubro uma reflexão importante diante das mudanças pelas quais a nossa sociedade está passando e dos desafios que essas mudanças apresentam para a vivência humana.
Vivemos uma época de mudanças ou uma mudança de época? Essa é a grande questão. Há tempos atrás, a mudança de época era um processo lento, perceptível. Hoje, não se consegue captar tal mudança, pois ela ocorre muito rápido, de forma quase instantânea.  A quebra de paradigmas é uma constante e as ações transformadoras que vão provocando essas quebras são impossíveis de serem contidas, devido à rede de comunicação que dissemina as transformações em tempo recorde. Surgem novas identidades, mas que muitas vezes não se sustentam por si mesmas. São novos parâmetros que delimitam uma identidade e dividem a sociedade em grupos de pessoas que se identificam por meio de símbolos: uma marca, um modo de vestir, um modo de agir, etc.
Vivemos a “Era do pós-humano”, onde o homem deixa de ser imagem e semelhança de Deus e deixa-se mover por Ele, passando a dominar a própria vida e tudo que está ao seu alcance, estabelecendo sua autonomia de Deus. Nessas circunstâncias, o ser humano torna-se desafiador de Deus, demolidor de toda fé, destruidor da transcendência.
A Religião, diante dessa realidade, passa a ser uma proposta cheia de suspeitas, muitas vezes massacrada. Que novos caminhos ela pode oferecer para dialogar com os novos paradigmas e encontrar um caminho comum?
Ela é a única que pode oferecer vida onde há o vazio, pode dar sentido à vida humana, pois a falta de sentido da vida é a maior crise pela qual o ser humano está passando.
É preciso ter clareza da nossa identidade, reconhecendo que devemos estar em sintonia com o Transcendente, de onde brota toda vida, para alcançarmos a própria humanidade. O vazio só é superado quando se vive os valores da partilha, da solidariedade, da gratuidade de relações.

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